Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2017

Atualmente, no Brasil, cerca de quarenta e uma porcento das viagens são realizadas através de veículos não motorizados, de acordo com a jornalista Raquel Rolnik. Apesar dessa amostra ser significativa e importante, o país tem enfrentado grandes problemas com a mobilidade urbana, principalmente nos grandes centros, que afetam não somente quem utiliza transporte com motor, mas também pedestres e ciclistas.

O transporte coletivo apresenta uma proposta interessante sobre os principais problemas de mobilidade urbana, que são o aumento do fluxo de veículos, da poluição atmosférica, do número de acidentes e consequentemente das doenças, como estresse, pois a ampliação do uso dele é capaz de reduzir todos esses números. No entanto, a insatisfação com esse tipo de serviço devido a baixa qualidade apresentada atualmente, além de preços caros e insegurança dentro deles fazem com que a maior parte da população,  aproximadamente setenta e seis porcento, opte pelo transporte individual, mas usaria o público caso melhorasse a qualidade, segundo o jornal O Globo.

Como consequência, observa-se uma superlotação de automóveis, principalmente em horários de pico e nos centros urbanos, que fazem com que um cidadão gaste quase três horas do dia em deslocamento, e a maior parte do tempo é parado em engarrafamento, como aponta o jornal R7. Outrossim, a falta de investimentos públicos em uma arquitetura que apresente mais segurança a pedestres e ciclistas desestimulam a população na busca de transporte individual não poluente, como bicicletas.

De acordo com os aspectos supracitados, vê-se que é importante que o Ministério da Infraestrutura crie portarias que incentivem os prefeitos a implantarem projetos de reorganização urbana, com ciclovias que liguem cidades para oferecer segurança a quem utiliza esse meio de locomoção e consequentemente influenciar outros a aderirem a ele. Além disso, é necessário que o Governo Federal gere incentivos fiscais a empresas de transporte coletivo para que elas possam melhorar a qualidade do serviço.