Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 02/10/2017
A mobilidade urbana está longe de ser apenas um problema das grandes cidades brasileiras. As principais metrópoles mundiais vêm se debatendo com essa questão e buscando resolvê-la de diversas maneiras, levando em conta as suas particularidades.
No Brasil, a principal causa das dificuldades na mobilidade urbana têm como fator preponderante o aumento do número de transportes individuais em detrimento da utilização do transporte coletivo. Governos seguidos continuam com este enfoque.
No período de 2002 a 2012 o número de veículos cresceu 138,6% graças ao aumento da renda média do brasileiro e às políticas de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos automóveis levando a frota de cerca de 1 automóvel para cada 4 habitantes.
Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador são as que vivem com mais intensidade estes problemas e buscam medidas para resolvê-los sem grande sucesso. O sistema de rodízio de automóveis em São Paulo, por exemplo, não tem se mostrado eficaz no combate ao problema.
Curitiba tem sido pioneira na implantação de um sistema integrado de mobilidade com priorização ao sistema de transporte público coletivo. Sistema este que busca mudar o paradigma voltado ao transporte individual. Muitas cidades já possuem um projeto cicloviário que já atinge os principais pontos destas.
Pelas experiências pioneiras, depreende-se a necessidade de se criar políticas integradas entre as diversas esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal).
Um planejamento eficaz, priorizando o transporte coletivo com a criação de corredores exclusivos e combustíveis renováveis,criação das ciclovias e a priorização do cidadão que se desloca a pé reduziria o tempo gasto no transporte de pessoas além de promover uma redução das emissões de gases nocivos seriam passos fundamentais para a melhora da mobilização.