Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2017

Henry Ford foi o criador do modelo capitalista de produção em série, principalmente na área automobilística. Com o advento do capitalismo e o crescente número de automóveis e centros urbanos, as cidades foram rapidamente lotadas por meios de transporte que facilitam o direito de ir e vir e a locomoção do cidadão. Entretanto, a mobilidade urbana enfrenta grandes desafios como altas tarifas e precariedade dos serviços de transporte público.

É inegável que o papel do Estado é imprescindível para a população se deslocar com maior facilidade pelos grandes centros urbanos. Para Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Analogamente, percebe-se como algumas atitudes do Governo Estadual -como aumentar as tarifas de ônibus, trens e metrôs como forma de ajudar os cofres públicos, sem melhorar a qualidade do serviço- rompem com o equilíbrio aristotélico. Assim, nota-se um substancial prejuízo no direito de ir e vir do cidadão, com veículos de péssima qualidade e superfaturados.

Outrossim, é fundamental destacar a postura da população como sendo impulsionadora do problema. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de uma sociedade agir e pensar. Nesse contexto, observa-se como as ações individualistas dos cidadãos, como a depredação de transportes públicos, a imprudência na direção e a preferência por veículos particulares em detrimento de vias alternativas –como a ciclovia- constituem um intenso fato social que é passado de pessoa à pessoa. Desse modo, percebe-se a necessidade de uma maior coletividade como forma de combate à problemática.

Entende-se, portanto, que os desafios enfrentados pela mobilidade urbana no Brasil são muitos e carecem de medidas concretas para serem combatidos. Para tanto, é necessário que o Governo do Estado crie a interligação de modais com uma tarifa fixa e acessível para todas as classes sociais. Além disso, as prefeituras podem aplicar campanhas junto às redes sociais com postagens incentivando as caronas solidárias –para diminuir o número de carros e o trânsito- e o uso de bicicletas como um transporte alternativo e sustentável. Dessa forma, o coletivismo será estimulado e o equilíbrio aristotélico restaurado.