Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/10/2017
A efetivação do modelo rodoviário e a construção de estradas no Brasil, durante o governo de Juscelino Kubitschek, foi responsável por estruturar o território e incentivar a urbanização. Entretanto, com o passar dos anos, ocorreu um aumento considerável na frota de veículos e a rodovias existentes não foram capazes de suportar a quantidade de automóveis. Assim, problemas como o intenso trânsito e a má infraestrutura das estradas tornaram-se empecilhos para a questão da mobilidade urbana no país. Em primeiro plano, nota-se que o trânsito da maioria das cidades brasileiras é resultado da enorme quantidade de carros. Além da poluição causada, tais veículos ocupam mais espaço, ao considerar o mesmo número de passageiros, comparado aos ônibus. Todavia, pode-se afirmar que o transporte público brasileiro não é de qualidade, devido a problemas como a superlotação e falta de corredores de ônibus e faixas exclusivas. Como consequência, boa parte dos indivíduos preferem o conforto dos carros para o transporte, sendo esse um obstáculo para a Lei da Mobilidade Urbana, de 2012, a qual um dos objetivos é priorizar o transporte coletivo e diminuir a frota diária de carros circulantes. Ademais, outro fato a ser analisado é a falta de infraestrutura nas ruas e estradas. Nesse contexto, problemas como buracos nas vias ou falta de sinalização, somado ao estresse causado pelo trânsito caótico, podem motivar acidentes com consequências tanto para motoristas quanto para pedestres. Em confirmação a isso, vale ressaltar que segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o 4º país no mundo com maior número de mortes devido a acidentes de trânsito, tal índice poderia ser evitado com planejamento e melhoria das condições de mobilidade nas cidades. Em virtude dos aspectos argumentados, o Ministério dos Transportes poderia implantar um programa de concessão ao direito de ir e vir com qualidade por meio do planejamento de corredores de ônibus e a criação de transportes rápidos, interligando os extremos das cidades, como forma de melhorar o deslocamento e priorizar a condução por veículos públicos. Além disso, a Secretaria de Infraestrutura poderia implantar um projeto de reforma e estruturação de rodovias danificadas, com o auxílio da população para detectar as áreas de maior prioridade, com o objetivo de diminuir o número de acidentes e promover uma melhora na mobilidade urbana do país.