Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/10/2017

Ônibus superlotado. Transito caótico. Atraso para construção de novas linhas. Esse é o quadro dramático enfrentado pela população brasileira todos os dias. Visto que a mobilidade urbana já é um problema há décadas, torna-se necessário analisar sua raiz e a ineficiência das políticas públicas que tentam reverter tal cenário.

É preciso ressaltar, antes de tudo, que o principal modelo de transporte do Brasil, foge da lógica dos veículos de massa. Com o aumento de investimentos no setor automobilístico, no governo de JK, década de 60, o país se tornou rodoviarista, deixando as ferrovias e hidrovias em segundo plano. Em contrapartida, embora sempre tenha sido destinado altas verbas para as rodovias, ainda há diversos acidentes durante o ano, por causa da péssima condição dessas, aumentando o número de acidentes. Além disso, a manutenção dessa forma de veículo, costuma ser mais cara que a de um modelo ferroviário, o que eleva o preço dos produtos que chegam nas cidades.

Além dessa característica histórica, o estimulo, por parte do governo, para que mais pessoas andem de coletivos, não é acompanhado pela diversificação e aumento da qualidade desses modais. Metro, trem e ônibus: esses meios de locomoção fazem parte da realidade de alguns estados brasileiros apenas, tendo poucas linhas distribuídas, com exceção de São Paulo. Também é preciso dizer que, nos últimos anos, não tem havido grandes melhoras estruturais nesses, para aumentar o conforto e segurança do passageiro. Consequentemente, muitas pessoas ainda optam pelo carro, o que aumenta o transito das grandes cidades.

Portanto, visto que há diversos obstáculos no ir e vir do povo tupiniquim, o governo deve privatizar ao máximo as principais rodovias, com o objetivo de ter mais recursos para investir em veículos de peso. O indivíduo, junto com ONG’s, também deve se mobilizar para pressionar constantemente as prefeituras, para elaborarem e concluírem projetos de construção de novas linhas, além de melhorarem a infraestrutura dos transportes públicos.