Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/10/2017
Historicamente, as políticas de mobilidade urbana não acompanharam o acelerado processo de urbano-metropolização e foi marcado por um longo período de ausência em investimentos para transporte público de massa e motorização individual o qual determinou a forma de viver da sociedade.
Em contrapartida, com incentivos ao governo federal para o mercado automobilístico houve uma redução na qualidade do transporte público, fustigando o aumento de carros que causam acidentes engarrafamentos. Dados apontam que são cinco mortes por hora todos os dias.
Certamente, com a assaz emissão de gases poluentes, é notório se observar casos de desenvolvimento de doenças respiratórias e neurológicas. Ademais os carros tem um índice de resposta de 74 % das emissões de gases causando problemas ambientais como efeito estufa e chuvas ácidas.
Consequentemente, por existir uma enorme desigualdade de acesso ao sistema de mobilidade urbana, é de se atentar que famílias com situação socioeconômica elevada têm mais facilidade na locomoção. Ademais, serviços e infraestrutura são melhor desenvolvidos nessas áreas. Dessa maneira, a mobilidade urbana é determinada pelo local de moradia, deixando de lado o princípio da isonomia, segundo o qual todos devem ser tratados da mesma forma.
Destarte, são notórias certas incertezas sobre a mobilidade urbana. Não resta dúvida de que é necessário que o governo atenda grupos sociais de baixa renda, conforme a lei da mobilidade urbana. É necessário também que chegue infraestrutura e serviços para esses grupos. Além do mais, que o governo melhore a qualidade de transporte público, a fim de que mais pessoas possam usá-lo e haja diminuição do fluxo de carros. Ademais a construção de ciclovias, para que exista mais segurança e também que a mídia promova campanhas para que mais pessoas façam o uso de transportes alternativos e não poluentes.