Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 05/10/2017

Relativo aos desafios da mobilidade urbana no Brasil, é possível afirmar que ainda há muito o que progredir para se superar essa problemática, visto que ainda persistem situações, como o estímulo de veículos de passeio, a falta de estrutura urbana para acomodar tantos carros. Contudo, com as medidas corretas pode-se superar essas condições.

Em primeiro lugar, o estímulo à venda de novos veículos pelas montadoras e governo federal ajudam a piorar o cenário da mobilidade urbana. A quantidade de venda de carros novos, antes da crise financeira, era superada ano após ano graças ao Governo Federal que, de modo irresponsável, diminuiu ou, em alguns casos, zerou as alíquotas dos impostos pagos pela indústria automobilística. Segundo dados do DETRAN-SP, somente no estado de São Paulo, em 2012, foram emplacados quatrocentos e cinquenta mil novos veículos a mais do que o ano de 2011. Esse estímulo fiscal aqueceu as vendas e o faturamento das grandes montadoras, entretanto não foram pensados os impactos nas grandes cidades que já sofriam com grandes engarrafamentos.

Em segundo lugar, a ausência crônica de estrutura que as cidades brasileiras têm é mais um agravante ao problema de mobilidade. Os grande centros urbanos cresceram e se desenvolveram sem muito estudo pensando no futuro, apenas foi pensado para se resolver o presente. Desde das grandes obras de expansão da malha rodoviária, pelo governo JK, iniciou-se a cultura brasileira de que o melhor meio de transporte era o automobilístico, em demérito ao ferroviário e fluvial. Desde então o crescimento das cidades não veem acompanhando ao crescimento da frota de veículos o que acaba por impor uma diminuição da qualidade de vida à população que sofre com engarrafamentos intermináveis e poluição.

Sendo assim, fica claro que os problemas de mobilidades urbana se devem à erros estratégicos de estímulos ao consumo de carros sem pensar na estrutura das cidades. Para solucionar-se isso, o Governo deverá promover uma reestruturação arquitetônica das grandes cidades, liberando um aporte financeiro, através dos grandes banco públicos, aos estados e municípios que apresentarem ideias inovadoras para melhorar a mobilidade urbana. Deve, ainda, retirar todos os incentivos fiscais das grandes montadoras, passando a exigir que sejam vendidos veículos cada vez mais econômicos e menores para terem direito à qualquer novo benefício Federal. Cabe, ainda, às ONGs promoverem nos grandes municípios campanhas de incentivo ao uso do transporte público e de bicicletas, pois, proporcionalmente, poluem menos que os transportes privados motorizados.