Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/10/2017
Com o advento do governo de Juscelino Kubitschek, em 1956, houve a instauração do modelo rodoviarista objetivando integrar as diversas regiões do Brasil. A partir disso, tem-se a predominância do transporte rodoviário no país, o que ocasiona em engarrafamentos nas grandes cidades. Na contemporaneidade, o crescente número de de automóveis individuais em consonância com a ausência de investimentos em transportes coletivos são desafios para convalescença da mobilidade urbana no Brasil.
Como ponto inicial de reflexão, é plausível analisar a razão pela qual há uma exorbitante quantidade de carros no país. Nesse sentido, desde o chamado “american way of life”, ocorrido no período entre guerras, tem-se a ilusão de que para atingir a felicidade e o sucesso é preciso consumir. Sendo assim, conquistar o carro próprio é desejo da maioria absoluta, sendo inclusive utilizado como parâmetro de “status” socioeconômico. Como evidência disso,dados de uma pesquisa divulgada pelo jornal “Folha de São Paulo” em 2015 mostra que o número de automóveis individuais no Brasil cresce cerca de 15% ao ano.
Outrossim, a escassez de investimentos no transporte público é um óbice na mobilidade urbana.Nessa perspectiva, nota-se que o governo brasileiro não investe no setor rodoviário e ferroviário, visto que há uma precária condição dos ônibus e poucos metrôs espalhados no país, desmotivando,assim, a utilização do transporte coletivo pela população. Em países como Japão e Coreia do Sul, observa-se a eficiência na mobilidade urbana devido a investimentos nesses transportes que diminuem,expressivamente,o trânsito. Por conseguinte, é notório a importância de atribuir altos valores monetários na construção e melhoria do transporte coletivo.
É evidente,portanto, que são necessárias mudanças para o restabelecimento da mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, às entidades governamentais,cabe, por intermédio de parcerias público-privadas,uma maior parcela das verbas direcionadas ao transporte na construção metrôs e trem-balas, além da melhoria das condições do ônibus. Ademais, o Ministério da Educação,associado a mídia,deve dispor de propagandas televisivas e palestras - feitas em escolas e espaços públicos - formuladas por especialistas na área automobilística que explicitem não só os impactos no trânsito causados pelo excessivo número de carros, como também os benefícios propiciados pelo transporte de veículos não motorizados,como bicicletas, objetivando atenuar o inchaço nas rodovias do Brasil.