Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/10/2017
Durante a década de 50, o fascínio provocado pela política desenvolvimentista do presidente Kubitschek direcionou o Brasil na implementação de um projeto de mobilidade urbana. Nesse, tornava-se evidente a priorização de uma única modalidade de transporte que perpetua até hoje: o rodoviarismo. Dessa forma, percebe-se que a falta de diversificação nos modais de transporte brasileiro, aliada à políticas públicas ineficientes, dificultam a execução de uma mobilidade eficaz.
Sendo assim, torna-se indispensável analisar quais são os entraves que impedem tal diversificação e a adoção de políticas públicas que visem ao aprimoramento da mobilidade urbana no Brasil. Nesse contexto, pode-se citar o legado rodoviarista de JK, bem como os estímulos atuais feitos pelas políticas de facilitação ao crédito e redução de impostos sobre produtos industrializados. Por conseguinte, tem-se um sucateamento dos outros modais de transporte, que tornam-se alvo de poucos investimentos, o que contribui para a precarização da mobilidade nas grandes cidades.
Por outro lado, a carência de políticas públicas que tenham como propósito analisar as potencialidades do país no que tange à efetivação de projetos que utilizam frequentemente a intermodalidade e a multimodalidade, inviabilizam a resolução do problema. Além disso, os investimentos irrisórios no setor de transportes públicos, cada vez menos seguros e ineficientes, também constituem outro impasse.
Portanto, de forma a combater esse problema, faz-se necessário que o governo invista em políticas públicas que tenham como meta a melhoria na infraestrutura dos transportes públicos e na construção de mais ciclovias e ciclofaixas, a fim de estimular a população a se adequar a uma condição de vida mais sustentável. Ademais, é essencial que a prefeitura das cidades, em parceria com profissionais capacitados, analisem melhores formas de adequar projetos intermodais às peculiaridades de cada localidade e reforcem a cobrança de pedágios. Só assim, será possível viabilizar a existência de uma mobilidade mais eficiente nas cidades brasileiras.