Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/08/2023

A Constituição Federal de 1988 especifica, no artigo 182, a obrigatoriedade do Estado na garantia do direito de ir e vir e o reconhecimento da mobilidade, sustentabilidade e a acessibilidade como normas fundamentais para a vivência no meio urbano. Porém, o deslocamento é prejudicado por conta de diversos fatores, como a má gestão de zonas de locomoção, possuindo ruas e calçadas com irregularidades. Nesse sentido, a ausência da realização qualificada de modos de transporte e a falta de organização urbana são fatores que devem ser combatidos.

Nesse contexto, a infraestrutura adequada gera o aumento da segurança dos motoristas e pedestres. Embora, no Brasil, as imperfeições das ruas impossibilitam um moviventação segura e acrescentam riscos de acidentes. Isso contribui, para a cultura de veículos individuais, sendo exemplificado na obra de Carlos Drummond de Andrade denominada “Cota Zero”, onde é citado a necessidade do homem em relação ao automóvel e seus impactos. Dessa maneira, observa-se que essa problemática se agravou com o crescente números de veículos.

Enquanto isso, a carência de investimentos deixa as cidades sem preparo para receber meios de transportes sustentáveis , como patinetes e bicicletas e para encaminhar o transporte público com eficiência, afetando os direitos dos cidadãos.

Nesse contexto, é visível que a insuficiência do sistema brasileiro causa problemas especialmente na vida dos mais pobres que moram em áreas mais distantes. Ademais, apenas 5% das prefeituras entregaram o plano da Lei da Mobilidade Urbana, sancionada em 2012, mostrando um claro descaso.

Portanto, o Ministério da Infraestrutura deve amplificar as políticas nacionais de trânsitos e de transporte, montando ciclovias na cidade ,influênciando a mobilidade urbana sustentável usando de reajustes nas tarifas, manutenções nas ruas e com melhorias no transporte público. Além disso, a sociedade deve reivindicar seus direitos, por meio de protestos pacificos, e cumprimento dos deveres, buscando conhecimento em relação à importância de uma mobilidade coletiva e sustentável. Logo, a qualidade da locomoção urbana influencia de maneira direta o bem-estar dos cidadãos e do meio ambiante.