Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/08/2023

Através de uma maior abertura econômica e de políticas desenvolvimentistas promovidas por Juscelino Kubistchek, tornou-se possível uma maior acessibilidade, pela população brasileira, do ao automóvel. Esse, no entanto, apresentou um avanço progressivo nas últimas décadas, o que garantiu uma mudança expressiva do meio urbano, que, embora perpetue aspectos positivos para a vida cotidiana, ocasiona um caos nos grandes centros urbanos brasileiros, trazendo consequências evidentes para a população.

Em um primeiro plano, é incontestável afirmar que o desenvolvimento automobilístico foi essencial para a conjuntura moderna. O surgimento de ferrovias, por exemplo, possibilitou uma dinamização na economia, já que houve um maior escoamento da produção. Atualmente, no entanto, o transporte urbano se tornou um fator indispensável à vida em sociedade, uma vez que, com isso, foi possível um encurtamento das distâncias e uma maior facilidade do cotidiano das pessoas, num cenário capitalista.

Apesar disso, é evidente que há um caos que envolve o transporte público de grandes centros urbanos do Brasil. Nesse sentido, o grande número de automóveis é um dos fatores que permite problemas de mobilidade, o que acarreta congestionamentos e, consequentemente, alterações na rotina da população, envolvendo atrasos no trabalho, por exemplo.

Infere-se, portanto, que a mobilidade urbana constitui um desafio para a sociedade brasileira. Desse modo, torna-se evidente a necessidade de políticas públicas que perpetuem o engajamento público e político na organização de trânsito, para que o número de acidentes seja reduzido. Com isso, a quantidade de automóveis deve ser limitada e mecanismos de trânsito devem ser desenvolvidos. Assim, não só órgãos ambientais devem fazer parte desse processo, como também ONGs, na fiscalização de governantes despreocupados com a situação urbana de trânsito. Por fim, deve-se ensinar às crianças os valores do respeito ao trânsito, para que elas cresçam passíveis de criticidade diante do ideal de transporte urbano surgido no século passado.