Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/08/2023

Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a mobilidade urbana no Brasil e suas consequências, como planejamento urbano inadequado e transporte público de má qualidade interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a reflexão crítica do brasileiro sobre o planejamento urbano inadequado destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbroglio. Ademais, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação do fluxo de pessoas sofram com o engarrafamento nas ruas, afetando a qualidade de vida da população, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, a teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os transporte público de má qualidade contrastam com a tese do autor uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que o transporte público criou um serviço caro e de baixa qualidade tendo frotas insuficientes, superlotação e atrasos. Com isso, é inadmissivel a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que a mobilidade urbana no Brasil é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada. Assim, com a proposta de Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.