Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/08/2023
A Constituição brasileira é o principal instrumento jurídico do país, afirma que o direito de ir e vir válido para toda à população. Apesar disso, a questão da mobilidade urbana está muito precária e enfrenta dificuldades para conseguir ser aprimorada, tornando, distante desse ideal de locomoção. Nessa postura, a infraestrutura dos transportes públicos aliada a concentração de investimentos no modelo rodoviário agrava essa conjuntura.
Além disso, o modelo rodoviário, implementado durante o rápido processo de industrialização do país, mesmo tendo um baixo custo de aplicação e reparo, não é o ideal para ser o foco na locomoção em um país com dimensões continentais como o Brasil. Os últimos anos, no Brasil, com o aumento do transporte individual motorizado, as condições de mobilidade da população vêm se degradando muito, principalmente em função do crescimento dos acidentes de trânsito com vítimas, dos congestionamentos urbanos e também dos poluentes veiculares.
Podemos considerar que dentro de mobilidade temos questões de trasito, planejamentos de vias, opções de transportes, segurança no deslocamento e acesso à cidades, à cultura e, até mesmo, à saúde.
Dados (ANTP) mostram que os recursos e outros custos associados à infraestruturas para carros e motos são cinco vezes maiores do que os transportes coletivo.Outrossim, os cidadãos devem reivindicar seus direitos, por meio de manifestações, e cumprir seus deveres, conscientizando-se quanto à importância dos transportes coletivos e sustentáveis quanto ao uso de energia fóssil e suas consequências ambientais.
Em vigor desde 2012, a política Nacional de Mobilidade Urbana tem como objetivos melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos municípios e integrar os diferentes modos de tranportes. Um dos pontos mais fundamentais da Lei é a obrigatóriedade de municípios com mais de vinte mil habitantes elaborarem os próprios planos de mobilidade urbana.