Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/08/2023
A partir do início da Segunda Revolução Industrial, brasileiros de todos os cantos do país iniciaram um processo de mobilização rumo as grandes capitais do Brasil, em busca de melhores empregos. Este processo de saída dos campos rumo as capitais só cresceram com o passar dos anos e fez com que essas cidades sofressem uma superlotação diária devido a grande quantidade de pessoas que pegam seus transportes, rumo aos centros.
A desconfiança da população em relação aos transportes públicos é o principal fator que incentiva os mesmos a buscarem ter seus veículos próprios, que por seguinte, acarreta em extensos engarrafamentos em horários de alta movimentação. Todavia, problemas como este não ocorrem em cidades onde o transporte foi previamente pensado com objetivo de ser rápido e eficiente, como por exemplo em Londres onde o tempo máximo de espera entre um metrô e outro é de um minuto e quarenta segundos, como aponta uma pesquisa feita pela Rede Bandeirantes. Outro exemplo é no Japão, onde caso o transporte não chegue no horário previsto, a empresa é obrigada a pagar aos passageiros. Ações estas que transmitem uma sensação de confiança do governo com a população, fato que não ocorre aqui.
Com isso, é notório que a falta de preparo e investimento do governo ao longo dos últimos 60 anos no transporte público acarretou em uma “bola de neve” que mobilizou os cidadãos a comprarem seus próprios veículos, que por fim, resulta em milhares de carros, muitas vezes com apenas uma pessoa, indo para o mesmo lugar e engarrafando diversas vias, fazendo dos trabalhadores gastarem em média mais de 2 horas apenas preso na pista.
Por fim, é necessário que o governo, através do Ministério das Cidades e os estados, invista mais no transporte público com regras em relação ao cumprimento de prazos dentre os transportes rumo ao destino, faixas preferenciais, é necessário também o aumento no investimento de transportes ecológicos como bicicletas e ônibus 100% elétricos, crie mais ciclovias e após o ganho da confiança da população, invista em projetos de incentivo ao abandono de carros particulares e a adesão ao transporte público