Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/08/2023

Desde que o governo de Juscelino Kubitschek introduziu incentivos para expandir as políticas rodoviárias, o Brasil experimentou valorizações infladas dos carros, culminando em problemas de tráfego urbano, pois o excesso de veículos impede a fácil mobilidade dos indivíduos.

Em primeiro lugar, o pequeno tamanho da rede metropolitana do Brasil pode ser visto como um dos fatores que incentivam a compra de carros para o transporte urbano, já que as linhas são escassas, os trens são desconfortáveis e antiquados e as grandes cidades têm poucas opções de transporte. A falta de investimento atinge também os autocarros, que circulam em estado irregular, e os passeios, que representam perigo para deficientes, idosos e outras pessoas com mobilidade reduzida devido ao seu desnível. Como resultado, as pessoas optam por carros por conforto e segurança, e a propriedade de carros dobrou na última década

Não é incomum, portanto, que os cidadãos se endividem para adquirir transporte pessoal, tanto para atender às necessidades de deslocamento quanto para garantir o status que advém dessas compras. A noção de luxo que perdura no imaginário popular ainda tem muito a ver com as ideias expressas pelo governo de JK diante do super-reforço do transporte pessoal.

Portanto, é possível encontrar uma maneira de resolver o problema. Para tanto, as Secretarias Estaduais de Transporte Metropolitano devem ampliar o número de linhas de metrô no território brasileiro, aumentando os compromissos financeiros e os cheques operacionais para garantir o pleno bem-estar da população, evitando a procura pelo transporte pessoal e promovendo a mobilidade urbana no brasil.