Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/08/2023

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) busca garantir a todos os cidadãos pleno acesso aos direitos básicos, como saúde e educação, além do direito fundamental de ir e vir. Entretanto, tais garantias são negligenciadas quando os indivíduos sofrem com os impactos da falta de mobilização urbana. Essas negligenciações são respaldadas pela ineficácia estatal e ideologia política capitalista. Dessa forma, é imprescindível uma intervenção sociogovernamental, a fim de superar as mazelas mencionadas.

Diante dessa perspectiva, é válido destacar que o aumento no número de veículos é causado principalmente pela ineficiência do governo para com o sistema de transportes coletivos. Para o filósofo John Locke, os cidadãos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir direitos a eles. Todavia, há dificuldade em grande parcela da população em se locomover pela cidade, devido a incompetência dos transportes públicos, o que visibiliza a falta de políticas públicas. Logo, enquanto o governo for negligente, poderá observar a persistência da falta de mobilidade urbana no país.

Outrossim, vê-se que a ideologia capitalista é o principal membro para os desafios da mobilidade urbana. Para o historiador Eric Hobsbawm, o capitalismo amplia a exclusão. Sob esse viés, segundo o Jornal Folha, o governo Lula pretende estimular as vendas e fortalecer a indústria automotiva, que terá ainda R$ 44 bilhões em crédito com juros mais baixos. Essa ampliação de vendas, demonstra a despreocupação com a mobilidade urbana, apresentando um impasse para locomobilidade mais desafiador. Assim, deve-se discutir as raízes históricas dessa problemática.

Diante do exposto, para combater os desafios para a mobilidade urbana, medidas devem ser adotadas. Então, cabe ao governo federal - instância máxima de poder - promover políticas públicas que visem a maior organização dos centros urbanos.