Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/08/2023

De acordo com Juscelino Kubitschek, “governar é abrir estradas”. O ex presidente foi o responsável pela política rodoviarista no Brasil, tendo como objetivo a integração do território nacional através das rodovias. Contudo, a iniciativa do século XX trás ao presente diversos desafios à mobilidade urbana, como as cidades mal planejadas e a precariedade do transporte público.

Em primeira análise, considera-se o plano desenvolvimentista no Brasil em 1956. O objetivo de avançar “50 anos em 5” trouxe ao país uma deficiência em sua construção, pois, pensando na integração contemporânea à época, as estradas não contemplaram o aumento do número de veículos. Atualmente, grandes centros urbanos, como a cidade de São Paulo, enfrentam um enorme fluxo de trânsito, sendo necessário o rodízio em algumas regiões, consequência das vias despreparadas. Portanto, para garantir o bem-estar da população, medidas devem ser tomadas.

Paralelamente, o transporte público no Brasil se torna insuficiente e ineficaz, visto que sua estrutura contingente faz com que a maior parte da população busque pela compra de um automóvel. A infraestrutura precária, grande tempo de espera em pontos de ônibus e metrôs, a lotação frequente e o alto preço das passagens são fomentadores dessa insuficiência, aumentando a insatisfação da sociedade brasileira. Espera-se, portanto, uma interferência que devolva a dignidade a todos os cidadãos.

Em virtude dos dados e argumentos anteriormente citados, faz-se necessária a interferência para a resolução da situação. É papel da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, sendo responsável pela implementação da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que melhore as condições e aumente as vias públicas, além de melhorar a infraestrutura do transporte público coletivo, em qualidade tanto quanto em quantidade. Desse modo, a situação que assola o país se tornará apenas um óbice superado.