Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2017
O governo de Juscelino Kubitschek auxiliou no processo de urbanização do Brasil investindo em indústrias automobilísticas. Nessa perspectiva, na segunda metade dos anos 20, mais de 50% da população residia na rede urbana, esse fato resultou em cidades desorganizadas, mal planejadas e com a infraestrutura péssima. Atualmente, Os meios mais comuns são os ônibus e os automóveis. Entretanto, provocam problemas ambientais, lentidão no deslocamento e inchaço nas rodovias, assim atrapalhando a locomoção dos cidadãos.
Em princípio, a Europa é um dos continentes que utilizam a bicicleta para atividades diárias, enquanto no Brasil essa atitude é desvalorizada começando pelas autoridades governamentais, já que eles não investem nesse tópico. Nesse contexto, se houvesse esse incentivo às cidades teriam mais espaço, a quantidade de gás carbônico seria reduzida no ambiente e o tempo de condução seria mais rápido. Contudo, para isso ocorrer é necessário planejamento e reformas nas rodovias, visto que os ciclistas não apresentam segurança devido à inexistência de ciclovia, ciclofaixas e a infraestrutura é terrível. Além disso, a bicicleta traz benefícios à saúde, é de baixo impacto, não toma espaço elevado e, ainda, evita à obesidade.
Outrossim, De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), no Brasil, a frota de veículos, em 10 anos cresce 119%. É inegável que o país possui muitos carros. No entanto, a causa disso é a condição dos transportes públicos e a vantagem em possuir um automóvel, isto é, na contemporaneidade, as pessoas preferem comprar um carro a depender de um transporte bagunçado, sem segurança, com tarifas altas e sem conforto. Diante disso, o número de carro aumenta e provoca lentidão na locomoção, libera altas concentrações de dióxido de carbono afetando à natureza e provoca inchaço nas cidades.
Evidencia-se, portanto, há necessidade de resolver os impasses que estão presentes nas rodovias. O Governo Federal pode liberar verba para reformar as cidades que apresentam um grau de urbanização alto, como São Paulo, na construção de novas ruas e viadutos, assim terá mais espaço para a movimentação. Ademais, esses reparos devem incluir ciclovias e ciclofaixas, pois eles precisam de segurança na locomoção e vão contratar engenheiros e pedreiros a fim de que essas modificações sejam bem projetadas. Os prefeitos podem doar bicicletas às pessoas que dependem do programa bolsa família e de transporte público, ou seja, o intuito é abandonar os veículos poluentes. Além da doação, as pessoas irão ser cadastradas na prefeitura e no final do mês vão ganhar uma cesta básica. Os cidadãos que concordarem com essa ideia precisam assinar um termo garantindo o uso.