Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/10/2017

O processo de Revolução Industrial impulsionou o êxodo rural, e, por consequência, o crescimento populacional no meio urbano aconteceu de forma desordenada. Entretanto, as cidades não conseguiram acompanhar esse feito e, em pleno século XXI, o direto de ir e vir torna-se uma grande vicissitude. Diante disso, deve-se analisar a falha do Estado no planejamento urbano, sobretudo, no que se diz respeito à circulação dos automóveis e pedestres.

Em primeiro lugar, é importante destacar que no Brasil, em meados de 1990, os investimentos da indústria automobilística ocasionou o crescimento do transporte individual, e, também, urgiu o crescimento econômico, pilar do capitalismo. Com isso, as empresas e a mídia incentivaram a compra de carros, porém isso causou uma caoticidade no trânsito urbano, pois os números de carros aumentam e as áreas urbanas não têm estrutura para circulação dos mesmos. No entanto, o não investimento do poder público no transporte coletivo atual causa o problema de mobilidade urbana. De acordo com a pesquisa do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), nos últimos anos ouve uma queda de 30% no uso desse meio de transporte.

Outrossim, os problemas de mobilidade também afeta os pedestres, e, especialmente, aquelas que possuem necessidades especiais. A priori, a falta de acessibilidade como: calçadas irregulares, ausências de rampas, elevadores e semáforos sonoros originam-se em transtornos, e, consequentemente, dificultam a circulação autônoma desses seres. Diante disso, os princípios assegurados pela Constituição Federativa do Brasil tornam-se incapazes, já que o direito de ir e vir são estabelecidos a todos os cidadãos e, assim, devido a esses impasses ficam inalcançáveis.

Portanto, é compulsório que o Estado crie políticas públicas efetivas para solucionar o problema de mobilidade urbana em curto prazo. Faz-se necessário que o Governo Federal em parceria com as Secretarias de Obras das Cidades elaborem um projeto de reurbanização; reestruturando ruas avenidas. Ademais, incluir ciclovias nos principais pontos de circulação faz com que o trafego fique mais continuo, e, além disso, criar acessibilidade para os portadores de necessidades especais para que possam circular de forma autônoma pelas ruas e calçadas nos centros urbanos. Em paralelo a isso, o Governo Estadual em convênios com os empresários das empresas de ônibus devem investir na manutenção e na qualidade de conforto para seus usuários, assim, incentivam-se o uso coletivo de locomoção. e diminui o uso do transporte individual.