Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 10/10/2017
Por um transito mais fluído e saudável
O plano de metas, do presidente Juscelino Kubitschek, estimulou o investimento no setor automobilístico com a criação de 20 mil quilômetros de rodovias, alem de instalação de grandes empresas como a Volkswagen. Tais medidas desenvolvimentistas acarretaram em um crescimento desenfreado de automóveis nas avenidas e ruas, gerando um dos principais problemas atuais: a falta de mobilidade urbana.
A redução do IPI no setor automotivo junto à baixa qualidade do transporte público implica em um transito lento e caótico. Segundo a Denatran, de junho a julho de 2015 foram comprados 163.226 caros novos no Brasil. É o Sindiônibus aponta que, em um transito com 80 pessoas se utiliza em torno de 57 carros e que o transporte público comporta 80 indivíduos. Comparando os dados vemos que 287 ônibus seria o suficiente para transportar o número de pessoas que adquiriram um carro novo no mês de junho de 2015.
Outrossim, a criação de medidas para amenizar os impactos causados pelo número de automóveis nas cidades brasileiras não tiveram o resultado previsto. A proposta do rodízio de carros, implantado em 1997 e a construção de mais vias de trafico, não foi suficiente. O governo deve investir na melhoria do transporte público, que é hoje o meio de transporte predominante em 85% dos municípios do país. Ainda assim é insuficiente na sua capacidade de atendimento.
Dessa forma, para diminuir os impactos ocasionados pela falta de planejamento público e pelos problemas herdados do plano de metas, é necessário que, o governo, implante programas que estimule o uso dos meios de transporte sustentáveis, como o “Bicicletar”, programa de bicicletas compartilhadas que já esta em vigor em Fortaleza, capital do Ceará. Além de melhorar o transporte público por meio de mais frotas, a fim de diminuir o numero de carros privados no transito, ocasionando em um transito mais fluído e saudável.