Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/10/2017
Carros.Tráfego.Caos. A mobilidade, no Brasil, é, cada vez mais, uma realidade estressante e perigosa : morte ao volante é, hoje, uma das maiores causas de óbito não natural. Nesse âmbito, o crescente número de veículos a partir da década de 1960, a melhoria na classe média e baixa e a má qualidade do transporte público, são uns dos principais fatores do congestionamento nas vias.
É sabido que com a influência do êxodo rural nos anos 60, ou seja, a imigração da população do campo para a cidade, com intuito de melhoria de vida, o número de frota de automóveis também cresceu. Pesquisas apontam que, a quantidade de carros aumentou no Brasil 11 vezes mais que a população em si nos últimos anos. Isso acarreta desordem nas rodovias brasileiras, desencadeando acidentes que, por sua vez, gera um custo para a saúde pública, já que os hospitais ficam com leitos lotados.
Não obstante, a melhora financeira na população somada a redução do IPI nos automóveis, resultou na obstrução no transito. Ademais, as famílias procurando por segurança no deslocamento diário se endividaram ao investir nos veículos. Por conseguinte, da baixa qualidade do transporte público. Porém, isso gera uma poluição de 17 vezes mais do que se os mesmos fossem ônibus.
Segundo Thomas Hobbes, é necessário estabelecer um contrato social em que o governo garante a segurança do povo e iniba um convívio caótico. Por isso, é primordial que a mídia diminua as propagandas que estimulam o consumo e financiamento de automóveis, incentivando o deslocamento com bicicletas, assim diminuindo o número de endividados e poluição. Outrossim, contra o engarrafamento nas estradas, é viável que o Governo invista com o dinheiro arrecadado em pedágios, na duplicação de vias, sistema de rodízio e no setor ferroviário e rodoviário público. Assim, a mobilidade brasileira não será uma utopia.