Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 09/10/2017
A Revolução Industrial trouxe inúmeras melhoras para o mundo moderno, entre seus derivados estão os meios de transporte motorizados. Nesse contexto, o Brasil sofre com as consequências do consumo exacerbado de carros pela população, atrelado a má gestão política de moradia, colaborando para que a mobilidade urbana não se desenvolva e seja um problema na vida dos cidadãos brasileiros.
Segundo o DENATRAN, a frota de automóveis cresceu 119% nos últimos 10 anos. Número expressivo, e por conseguinte ocorre o aumento no trânsito, congestionando as cidades e impedindo a fluidez da mobilidade. Entretanto, o país foi estimulado culturalmente a adquirir carros no governo do ex-presidente Juscelino Kubitschek que investiu em empresas automotivas e incentivou seu consumo, resultando na falácia atual em que o carro é visto como status na sociedade, logo aquisições são realizadas sem o ponderamento ambiental e social.
Ademais, a má gestão política de moradia faz com que a população more na periferia e trabalhe nos grandes centros, assim, milhões de pessoas utilizam os transportes público que não funcionam adequadamente e não estão preparados para a quantidade de usuários que recebem diariamente. De acordo com a o jornal o estadão o paulistano passa 45 dias no trânsito realizando deslocamentos, sendo assim perdendo tempo que poderia ser investido em outros âmbitos da vida.
Destarte, o país tem dificuldades evidente na mobilidade urbana. Para atenuar a problemática, é necessário que o Governo Federal use cinco minutos do programa de rádio “a hora do Brasil” para incentivar a população a utilizar transporte público. Além disso, as prefeituras das grandes cidades devem fazer uma lei municipal que aumente o preço dos combustíveis para automóveis particulares e utilizar essa receita arrecadada em melhorias no transporte público. Deste modo, a mobilidade urbana poderá funcionar de forma adequada e digna.