Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2017
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse sentido, podemos perceber que a questão das dificuldades de mobilização encontradas no âmbito urbano é algo que vem se agravando cada vez mais no nosso país.
Com o fim da Guerra Fria, em 1985, a consolidação do modelo econômico capitalista fez com que houvesse crescimento desenfreado do consumismo. Com isso, a acessibilidade à compra de automóveis se tornou algo possível para muitos, ocasionando o inchaço urbano e, seguido disto, o aumento da poluição, gerado pela emissão exacerbada de gases. Mesmo com os preços elevados dos combustíveis, os cidadãos acabam optando pelo transporte privado pois, uma vez que não há melhorias nos transportes públicos, não há estímulo para seu uso.
Contudo, até que haja investimento financeiro que atue diretamente em melhorias dos transportes e em construções de novas vias, a situação tenderá a piorar, pois o número de carros nas ruas vem aumentando cada vez mais. Os preços altos cobrados nas passagens, a falta de segurança e os transportes superlotados fazem com que a população não se sinta satisfeita com o serviço que lhe é oferecido.
Portanto, medidas necessárias devem ser tomadas para resolver o impasse. Segundo Oscar Wilde, o primeiro passo é o mais importante para mudar uma nação, sendo assim deveria haver mais investimento por parte do Governo nos transportes, onde sanearia a questão do desconforto e incluiriam ares-condicionados, propiciando uma boa viagem para os passageiros. Depois, uma parceria entre o Estado e o Ministério do Transporte, visando reduzir o preço das passagens e viabilizando o uso para mais pessoas. Investimentos em publicidade na mídia, como internet e televisão, por parte do Governo, também seria de grande valia, onde haveria esclarecimento da questão da poluição para o público.