Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2017
No passado, o número de pessoas e veículos transitando pelas ruas era bem menor, facilitando a mobilidade urbana, esse cenário mudou após a Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil começou a urbanizar-se de forma rápida e desordenada.As mudanças facilitaram o dia a dia da sociedade, todavia existe o lado negativo que está atingindo o deslocamento dos indivíduos.Analisando esse contexto, nota-se uma problemática no direito de ir e vir do cidadão, sendo um desafio ético a ser enfrentado.
Segundo a história do Brasil, as cidades não estavam estruturadas para receber a quantidade de pessoas que o êxodo rural provocou.A concentração de indivíduos que se mudou para as metrópoles ampliou a circulação de pedestres e veículos, que ao longo do tempo as melhores condições financeiras proporcionaram aos trabalhadores urbanos.
Por consequência, o tráfego das cidades cresceu de forma que dificultou o cotidiano da população.Esse fenômeno ocorreu devido à baixa oferta de transportes públicos,que, que fosse maior, diminuiria o uso de carros privados,e a falta de ampliação das ruas e rodovias, que não comportam tal quantidade de veículos.
Além disso, de acordo com a Constituição Federal,o ser humano tem a liberdade de locomoção.Contudo,esse direito está limitado, uma vez que grande parte da população perde muito tempo para chegar ao destino desejado.Desse modo,a mobilidade urbana não tem estrutura suficiente para acompanhar o ritmo das cidades.
Portanto, é imperativa a atuação nesse cenário, a partir de políticas públicas.Como gestor administrativo, o Estado deve investir em leis que exijam a qualidade do transporte público, com a finalidade de atender a demanda da população.A sociedade deve manter sua atividade pautada na ética e buscar organizar manifestações pacíficas, lutando pelo direito da locomoção.Por fim, cabe ao indivíduo a prática de oferecer caronas aos companheiros, com o intuito de diminuir o trânsito nas cidades.