Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2017
O Plano de Metas de Juscelino Kubistschek tinha como um dos objetivos a vinda de grandes montadoras de automóveis e a construção de rodovias. Nesse sentido, houve um incentivo à utilização de veículos, o que nos dias de hoje esse incentivo trouxe prejuízos no ir e vir da população acarretando engarrafamentos, aumento do número de acidentes e acessibilidade precária.
Em primeiro lugar, a preferência ao utilizar carros à transporte público se deve pelas más condições que esse oferece como superlotação, percursos demorados e veículos sem manutenção, o que torna esse transporte nem um pouco atrativo, prova disso é a frota de veículos que dobrou nos últimos dez anos. Cidades como São Paulo já adotou medidas para estimular o uso dos coletivos como as faixas exclusivas para ônibus e o rodízio de carros, mas isso não está sendo suficiente. Percebe-se que é necessário outras ações para melhorar a locomoção dos indivíduos.
Outro aspecto relevante, são as dificuldades que o deficiente físico encontra. Calçadas irregulares, com buracos, sem sinalizações e falta de rampas. Isso, torna mais um obstáculo que essas pessoas têm de enfrentar, além disso, acabam evitando de sair de suas casas para não ter que encarar esses desafios, levando ao isolamento. Percebe-se que medidas de inclusão a esse deficiente são necessárias.
Portanto, é fundamental que o Governo melhore a qualidade do transporte público aumentando as verbas para sua manutenção, além de influenciar por meio de campanhas a carona solidária para diminuir o fluxo de veículos. Aos deficientes físicos, com apoio entre ONG’s e prefeituras fiscalizar e aplicar normas rígidas para que deixe as calçadas de acordo com as leis, para que assim, todas as pessoas consigam se locomover sem nenhum obstáculo.