Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2017
Durante meados do século XIX, com a Revolução Industrial em andamento, surgem os primeiros automóveis com motor a vapor, posteriormente, entram em cena os motores a combustão interna, usados até hoje. Todavia, observa-se que a mobilidade urbana tem sido, ainda, um grande desafio para as grandes metrópoles brasileiras devido à preferência por veículos individuais e pelo serviço falho dos transportes públicos.
De início, é lícito discutir sobre a cultura automobilística propagada no território nacional. Quando se associa sucesso com locomoção individual, o automóvel torna-se um dos itens na lista de bens de consumo mais desejados pelos brasileiros. Isso porque durante o governo de JK houve forte investimento em indústrias automobilísticas, além do planejamento rodoviário. Consequentemente, a mídia bombardeava a população com anúncios persuasivos e cada vez mais foi incentivando os indivíduos a terem o seu próprio veículo, considerando o êxito que isso iria trazer. Sendo assim, nota-se que há urgência em desfazer a ligação que há entre o automóvel e o sucesso particular do indivíduo.
Ademais, não menos importante que a grande necessidade de ter um automóvel, destaca-se a falta de melhorias dos transportes públicos. Fazendo um comparativo entre a cidade Tóquio, que possui um dos gerenciamentos mais complexos e precisos com relação ao transporte em massa, sendo a primeira opção da população para se deslocar e o Brasil, em que os veículos coletivos geram grande desconforto, principalmente por possuírem altas tarifas e, ao mesmo tempo um serviço sem qualidade, há problemas os quais tomaram enormes dimensões e acabaram resultando na Manifestação dos 20 Centavos, que não obteve resultado satisfatório. Essa insatisfação gera a escolha por transportes individuais e, a partir disso surgem novas problemáticas na sociedade.
Com a finalidade de atenuar as questões abordadas anteriormente, é dever, portanto, das Prefeituras Municipais e do Ministério dos Transportes agir com urgência. Aquelas devem aderir ao rodízio de placas que já ocorre em São Paulo. Além disso, é necessário que haja investimentos da parte do Ministério dos Transportes em meios como hidrovias e ferrovias para diminuir a utilização das rodovias e aumentar as opções de locomoção. Por fim, o governo deve exigir o aperfeiçoamento dos transportes públicos para as empresas privadas que se responsabilizam por tais. Assim, teremos, gradativamente, cidades mais organizadas e preocupadas com o bem-estar de seus cidadãos.