Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2017
Trânsito caótico, estresse e acessibilidade precária configuram o panorama das grandes cidades brasileiras e prejudicam o direito de ir e vir. Desse modo, percebe-se que a mobilidade urbana deve ser repensada. Nesse contexto há dois fatores que não podem ser negligenciados, o crescente número de veículos pessoais, assim como o precário planejamento urbano, que vem desde governo J.K.
Em primeira análise, cabe pontuar o crescente número de veículos nas
grandes cidades. Isso porque, há uma facilidade na compra do mesmo, seja por financiamento ou parcelamento, o fato é que o brasileiro busca locomoção independente, vontade essa advinda das medidas de Kubitschek nos anos 60. Dessa forma, quanto mais veículos, maior é incidência de engarrafamentos.
Além disso, o precário planejamento urbano, contribuiu para uma descrença no transporte público, o que também prejudica o direito de ir e vir. Uma prova disso foi a “manifestação dos 20 centavos” que exigia redução nas tarifas dos coletivos, porque além da população residir longe da região central, isso demanda mais tempo de locomoção, e uma possível escolha pelo transporte coletivo é descartada seja por preço ou acessibilidade. Diante disso, fica claro a importância dos dois fatores para a mobilidade urbana mais fluída.
Portanto, para atenuar a problemática, é importante que a questões do excesso de veículos no trânsito e planejamento urbano sejam repensadas. E isso poderá ser realizado pelo DETRAM e prefeituras para uma implantação do recurso semelhante ao usado pelo uber, a fim de amenizar custo de passagem, pois descontos poderão ser realizados, e além disso uma maior frota de ônibus circulando em horários de pico serão melhores opções a população. Além disso campanhas para incentivar o não uso do veículo, podem utilizar das promoções em coletivos. Para que dessa forma, a fluidez seja único panorama das grandes cidades brasileiras.