Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 22/10/2017

É indiscutível que a busca pela mobilidade urbana tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas, é um desafio enfrentado pela maioria das grandes cidades brasileiras. Não cumpre mais constatar que ele simplesmente existe, mas sim, procurar as causas principais desse problema.

Primeiramente, há o fato de que boa parte dos brasileiros deve assumir a culpa pelo o que está acontecendo, devido às empresas de transportes  coletivos decadentes que sofrem com a superlotação cotidianamente. Consequentemente, terá um aumento do uso de transportes individuais como carros e motos, ocasionando congestionamentos. Há, além disso, a questão ambiental  pois o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala.

Por conseguinte, pode-se inferir que não se trata apenas de uma questão atmosférica, mas, sim, de outros fatores como a poluição sonora e visual. Com isso, pode-se destacar algumas consequências de toda essa brutalidade no espaço urbano: estresse, doenças cardiovasculares e respiratórias, hipertensão, problemas no aparelho auditivo e aumento das ilhas de calor. Desdobra-se dessa questão uma outra, também imprescindível à compressão do problema que está relacionada aos  gases altamente prejudiciais, por exemplo: dióxido de carbono, monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio e enxofre.

Portanto, para reduzir drasticamente os efeitos da mobilidade urbana, deve ocorrer um planejamento urbano de qualidade por parte do governo, concentrando serviços próximos ou entremeados com áreas residenciais, reduzindo a necessidade de deslocamentos, permitir escritórios de baixa movimentação de pessoas em áreas meramente residenciais, incentivar a implantação de escolas de qualidade em todos os bairros. Nesse mesmo sentido, é indispensável que os seres humanos tome consciência do uso de transporte individual podendo utilizar trens e metrô, podendo resolver tais problemas.