Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/10/2017

Caos contemporâneo

Na segunda metade do século XX, no governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil investiu maciçamente na construção de estradas e abriu o mercado interno para a indústria automobilística. Esses fatores determinaram o sistema rodoviário como principal meio de locomoção do país. Contudo, a infraestrutura das cidades não acompanhou o crescimento demográfico, resultando em vários problemas de mobilidade e prejudicando também a saúde da população.

Com a expansão da indústria e a intensificação do êxodo rural, as grandes metrópoles cresceram de maneira desordenada e produziram o efeito conhecido como “macrocefalia urbana”. Esse fenômeno ocorre quando os investimentos em infraestrutura não conseguem acompanhar o crescimento populacional. Com isso, surgiram vários problemas de locomoção, como os congestionamentos nas ruas e avenidas.

Ademais, o déficit no setor de transporte público, devido à falta de investimentos, incentivou as pessoas a adquirirem veículos particulares. Essa atitude fez aumentar o número de carros em circulação, agravando o problema da poluição pela emissão de gases nocivos. Além de alterarem o clima local, esses poluentes também causam danos à saúde da população, pois quando inalados, podem provocar doenças pulmonares.

Dessa forma, com o acelerado crescimento populacional, são inevitáveis os problemas de mobilidade dentro das cidades. Entretanto, é possível minimiza-los por meio da utilização de outros modais. Deve haver, portanto, o incentivo por parte dos governos municipais ao uso de meios alternativos de transporte, como a bicicleta. Essa medida deve ser feita por meio da construção de ciclovias dentro das principais avenidas das cidades. Essa ação tem o objetivo de dinamizar o fluxo de pessoas, além de reduzir a emissão de poluentes.