Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 13/10/2017
Os meios de transporte são suportes responsáveis pelo deslocamento cotidiano de pessoas em um dado espaço, viabilizando a redução da distância-tempo. No entanto, em função do crescimento desordenado dos centros urbanos, evidencia-se a precarização da infraestrutura dos modais públicos, bem como a saturação das vias de circulação. Dentro de tal perspectiva, observa-se que a adoção histórica do modelo rodoviário, acrescida da falta de fiscalização estatal das empresas gestoras dos veículos de massa, são fatores que intensificam os desafios da mobilidade urbana no Brasil.
Cabe ressaltar, em primeiro plano,que a entrada de empresas estrangeiras automobilísticas em território nacional, sob a égide do modelo tripé implementado no Governo JK, corroborou a instauração do inchaço urbano e do trânsito caótico nas metrópoles brasileiras.Verifica-se, ainda, que a propagação do pensamento individualista, acrescida da disseminação dos valores e ideologias do consumo, provenientes da Indústria Cultural, implica a supervalorização do carro, em contraposição ao subaproveitamento do potencial das malhas ferroviária, metroviária e hidroviária.Dessa forma, pode-se analisar, também, que a escolha pelo uso de meios de transporte restritos e pessoais, como os automóveis, contribui para a ampliação das poluições sonora, visual e atmosférica nas rodovias nacionais, bem como pela redução da qualidade da saúde física e mental dos brasileiros.
Além de tal questão histórica e cultural, destaca-se, ainda, que o processo de mercantilização da atuação política, evidenciada pelas trocas clientelistas entre os partidos políticos e as empresas gerenciadoras dos modais públicos, é um elemento preponderante na análise da falta de segurança e de qualidade estrutural dos serviços públicos de transporte.Sob tal ótica observa-se que apesar de constar nos direitos sociais previstos na Constituição de 1988, os benefícios e garantias de conforto e de dignidade na locomoção, são violados pelas instâncias de poder. Desse modo, em função do baixo investimento em demandas sociais, preconizado pelo neoliberalismo vigente, o controle das concessionárias, exercido pelas Secretarias do transporte, torna-se insuficiente e defasado.
Sendo assim, constata-se que o culto ao carro, associado à falta de fiscalização estatal das gestoras do transporte público, acarreta a depredação dos modais e vias urbanas. Faz-se, necessário, portanto, que as empresas automobilísticas, em parceria com profissionais das áreas de logística e de computação desenvolvam aplicativos para celulares que permitam aos cidadãos acesso a caronas solidárias para minimizar a saturação urbana.É fundamental, ainda, que o Ministério do Transporte possa realizar concursos, de modo a aumentar o efetivo de funcionários responsáveis pela avaliação das empresas concessionárias, a fim de garantir o cumprimento das cláusulas e ementas das licitações.
dos ônibus, trens e metrôs, a fim de garantir o cumprimento das c