Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2017
Com a Segunda Revolução Industrial, vieram à tona os motores movidos à combustível e posteriormente o automóvel.Com isso, criou-se uma cultura individualista sob a qual cada um deve ter seu próprio veículo, desvalorizando o transporte coletivo e gerando problemas de mobilidade urbana.Nesse contexto, dois aspectos tornam-se relevantes: os engarrafamentos formados e o decorrente impacto ambiental.
Em primeira instância, deve-se ressaltar o aumento exponencial da frota brasileira.Fatores como a facilidade na concessão de crédito e aumento médio de renda, aliados à uma rede deficitária de transporte público fizeram com que a maioria da população optasse pelo carro.Com isso, as ruas se superlotam, gerando filas quilométricas, horas de espera e muito estresse.
Contudo, a problemática não se resume à dificuldade de locomoção.O cano de descarga dos veículos libera gases estuda, como dióxido de carbono e metano.Consequentemente, agrava-se o aquecimento global e possibilita-se a formação de “ilhas de calor”, quando a área central se superaquece em relação à periferia.A liberação desses gases também é nociva à população, pois pode acarretar problemas respiratórios ou até mesmo provocar a chuva ácida.
Analisando o exposto, infere-se que são necessárias medidas para melhorar a mobilidade urbana no Brasil. É preciso que o Governo, em parceria com o Ministério dos Transportes, estimule o uso de transporte coletivo, flexibilizando horários e preços melhorando a qualidade dos mesmos afim de diminuir os congestionamentos bem como a emissão de poluentes.Para tal, é interessante que sejam feitas campanhas oficiais em prol do uso dos coletivos, mostrando a vantagem ambiental e o progresso feito com relação à eficiência.Dessa forma, cria-se uma cultura de uso de meios que degradem menos o planeta e abreviem o tempo gasto no trajeto.