Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2017
De acordo com a história, a Revolução Industrial foi o grande impulso para a evolução de uma sociedade urbana, tendo como exemplo, a invenção do automóvel. No entanto, na contemporaneidade os veículos automotivos geram inúmeras consequências, muitas vezes negativas, na vida das grandes cidades. Nesse contexto, com a crescente imobilidade que as grandes metrópoles brasileiras vêm sofrendo o direito de ir e vir é negado. Desse modo, a inexistência de uma política clara a se seguir para uma alta qualidade da mobilidade urbana garante a precariedade do sistema urbano no futuro.
Mormente, todos os cidadãos tem o direito de ir e vir sem restrições o que é determinado por lei. Entretanto, a mobilidade urbana está prejudicada, por exemplo, São Paulo a maior metrópole brasileira tem grandes índices de poluição e trânsito. A falta de um sistema que amenize, efetivamente, a cascata de ocorrências gerada pela baixa qualidade da mobilidade urbana no Brasil resulta na superlotação dos transportes públicos, na insatisfação popular e até mesmo na dificuldade dos portadores de deficiência física conseguir espaço em calçadas.
Segundo Secretária de Estado dos Transportes Metropolitanos, o número de viagens feitas de carro ou moto na região Metropolitana de São Paulo cresceu 21% em cinco anos. Assim demonstrando que a preferência é para a utilização dos transportes individuais ação gerada pela precariedade dos transportes públicos e aumento das tarifas.
Destarte, sem a organização de um sistema que funcione para uma grande metrópole as consequências podem ser graves. Torna-se imperativo, que a Câmara Municipal das grandes metrópoles adote a cobrança do pedágio urbano, onde será cobrada uma taxa para os carros que circulam nas regiões centrais da cidade podendo investir o lucro gerado para a ampliação do rodízio de veículos. Apenas sob tal perspectiva, é possível amenizar os problemas gerados pela baixa qualidade da mobilidade urbana no Brasil.