Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/10/2017
Cada vez mais o brasileiro vem priorizando os meios de transporte individuais, tais como carros, em detrimento dos coletivos, como ônibus e trens, gerando congestionamento e prejudicando tanto a sua saúde, quanto sua qualidade de vida. Todavia, enganam-se aqueles que atribuem exclusivamente ao indivíduo a causa desse problema, uma vez que este possui suas origens em estratégias públicas equivocadas, tal como a opção do Brasil pelo rodoviarismo e a falta de planejamento das cidades.
Inicialmente, cumpre destacar, que um dos principais desafios enfrentados quando o assunto é a mobilidade urbana, é a adoção do modelo rodoviarista pelo Brasil. Neste sentido, a escolha deste modelo, ainda na década de 50 com o governo JK - em detrimento de sistemas como o ferroviário - fez com que a base de todo o nosso sistema de transportes se desse em torno de carros e caminhões, os quais são poucos eficientes, sendo os maiores responsáveis pelo excesso de veículos nas cidades.
Outrossim, além do excesso de veículos em razão da adoção pelo Brasil de um sistema de transporte pouco eficiente, a expansão das cidades sem o devido planejamento urbano também contribui para o declínio da mobilidade. Desta feita, o crescimento desordenado das cidades brasileiras faz com que a grande parte da população viva nos subúrbios, distantes dos centros, onde estão localizados grande parte dos comércios e indústrias, tendo, assim, que atravessar a cidade inteira, todos os dias, para irem trabalhar, em um verdadeiro movimento pendular.
Resta claro, portanto, que não cabe apenas ao indivíduo a solução do problema da mobilidade nas cidades, mas também ao Estado, que ao não se planejar, acabou por criar um sistema de locomoção pouco eficiente, e que está no cerne da crise de mobilidade urbana. Por seu papel central cabe ao Governo estimular a adoção do sistema ferroviário no país por meio do fomento à criação de linhas ferreas e metrôs. Já as empresas devem repensar seus modelos de trabalho, adotando o homeoffice sempre que possível com o fito de diminuir o descolamento de seus funcionários.