Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2017
No Brasil, o grande número de veículos em circulação tem prejudicado a qualidade de vida da sociedade. Nesse contexto, acidentes e engarrafamentos são problemas cotidianos. Para combater esse cenário, é necessário analisar dois fatores: a política do país e a qualidade dos transportes de massa.
Primeiramente, é importante destacar a política rodoviarista, a qual começou a ser implementada a partir da década de 1960. A fim de atrair investimentos para o Brasil, o Estado passou a investir em infraestrutura rodoviária. Além disso, concedeu incentivos fiscais com o intuito de diminuir os custos de instalação e produção das indústrias automobilísticas. Atualmente, é comum haver diminuição nos impostos de comercialização dos veículos para aumentar o número de vendas e, dessa forma, aquecer o mercado.
Além da política do país, cabe apontar dois aspectos da qualidade do transporte coletivo brasileiro. O primeiro aspecto é o baixo número de veículos das frotas, os quais não atendem a demanda da população, o que provoca lotações constantes e elevado tempo de espera entre as conduções. O segundo aspecto é o desconforto, que é provocado pela falta de higiene, principalmente em períodos chuvosos, e pelo pouco espaço destinado aos assentos.
Fica evidente, portanto, as causas que geram a grande circulação de veículos individuais. Logo, é necessário retificar a política rodoviarista. Para tal, as emissoras de televisão devem propagar campanhas publicitárias que demonstrem os benefícios, para a sociedade e o meio ambiente, do uso de transporte público. Outrossim, o Estado pode conceder incentivos fiscais a fim de ampliar a malha ferroviária e o número de veículos das frotas de ônibus. Por fim, é importante que o Estado promova parcerias com a iniciativa privada a fim de destinar recursos à melhoria da qualidade dos transportes de massa. Desse modo, os acidentes e engarrafamentos serão apenas problemas pontuais.