Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2017
As indústrias automotivas iniciaram suas atividades no Brasil na década de 60, sob o Governo de JK, em virtude do desenvolvimento do Plano de Metas, o qual visava o desenvolvimento urbano e industrial do país: “50 anos em 5”. Consequentemente, advindo desse programa, houve uma maior locomobilidade da população e o incremento do carros. Nesse âmbito, constata-se que, atualmente, o desafio da mobilidade urbana pauta-se na disposição do uso do transporte público acima do particular.
A priori, é indubitável que a ineficiência da condução popular e o incentivo ao consumo de veículos privados colaboram para a imobilidade nos principais centros. Visto que, a precarização desse meio, como demora de sua locomoção, superlotação, acarreta uma insatisfação e repúdio por seu uso. Como resultado, há um aumento no números de carros e motos - por conta de diversos incentivos, como redução do IPI, por parte do Governo, e concessão de créditos financeiros - por parte da população, como tentativa de se livrar desse problema e, assim, buscar uma melhora na locomoção.
Atrelado a isso, evidencia-se, conforme aponta o Observatório das Metrópoles, nos últimos 10 anos, um aumento de 77% de veículos, correspondente a um volume de 9 milhões de carros nas ruas. Por conseguinte, há formação de um trânsito caótico e, muitas vezes, poluente nas principais cidades, como o da metrópole de São Paulo. Logo, resultando em congestionamento quilométricos, que implicam na movimentação dos indivíduos e, por sua vez, no fluxo funcional da cidade. Além da alta concentração de monóxido de carbono, que compromete não só o meio ambiente, mas também a qualidade de vida dos cidadãos.
Por fim, é necessário medidas que impulsionem o uso dos transportes públicos. Portanto, faz-se mister que o Estado, em parceria com empresas privadas no ramo do transporte coletivo, invista na melhoria dos ônibus, como disponibilização de mais frotas, linhas e horários que atendam suficientemente à população, objetivando um maior alcance de sua utilização a todos. Ademais, Detran, em conjunto com a mídia, pode promover a criação campanhas televisivas, com a finalidade de conscientização, que incentivem a utilização do serviço coletivo, bicicletas e caronas comunitárias, abordando também os malefícios da poluição, na perspectiva da redução do inchaço nas vias. Desse modo, haverá contribuição para um tráfego mais saudável.