Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/10/2017
Luzes vermelhas, amarelas e verdes. Mais de duas horas na lentidão, no engarrafamento das grandes cidades. Essa é a rotina pela qual milhões de pessoas passam todos os dias no Brasil, a falta de infraestrutura dos transportes no país. Embora, nos dias de hoje, haja um melhoramento sútil de alguns aspectos desse drama diário, o Brasil vive uma política de mobilidade urbana? Como combater os desafios que o impede de conseguir uma boa locomobilidade?
A priori, falar de mobilidade urbana não envolve somente o quesito deslocamento, mas também todos os aspectos - como adequação do espaço público e revalorização das cidades - que culminam na qualidade de vida dos indivíduos ao seu redor. Dentre isso, inserem-se projetos, tais como a construção de ciclovias, investimentos do Estado no transporte coletivo (ônibus e metrôs), que geram um menor fluxo de veículos nas ruas e rodovias do país e uma diminuição da poluição atmosférica. Essas atitudes, adotadas principalmente por países com IDH elevado, como por exemplos a Holanda, Finlândia e Noruega, também propiciam uma melhor qualidade de vida e o decréscimo de problemas atuais, como o estresse causado pelo tempo de espera nos congestionamentos e problemas cardio-respiratórios que têm uma atenuação ocasionada por uma menor concentração de poluentes no ar.
Em contrapartida, na via oposta a esses países, encontrar-se-á o Brasil. O país, que adveio de uma história impulsionada pela recente industrialização, teve como uma das bases o incentivo a indústria automobilística como uma forma de gerar empregos nos anos de 1960. Contudo, o progresso trazido pelos carros, caminhões e motocicletas a curto prazo, tornou-se em um inchamento de veículos, principalmente nas ruas das grandes cidades devido a popularização do automóvel a maior parte da população, num acumulo de doenças trazidas pela poluição, numa não intervenção e aplicação do Estado nos transportes públicos ou maneiras mais saudáveis de se viver. Isso pode ser verificado pela quantidade em quilômetros que se tem no país, que é aproximadamente de 74 quilômetros,enquanto que em Londres o valor é de 400 quilômetros. Além de que algumas práticas do Estado, como aumentar o número de ruas e avenidas, apenas disfarçam a situação, não a resolvendo por completo.
Dessa maneira, verifica-se que o Brasil ainda não vive uma política de mobilidade urbana que ocorre devido ao seu investimento desenfreado na indústria automobilística que em um longo prazo trouxe ao cidadãos o engarrafamento, a poluição e queda na qualidade da saúde. Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Pede-se a população que requira seus direitos de ter uma vida mais saudável com um transporte melhor fornecido pelo Estado. Almeja-se a construção de mais ciclovias e linhas de metrô para que se diminua a massa colossal de automóveis nas estradas do país.