Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 18/10/2017
Conforme Adorno e Horkheimer, o capitalismo, através da Indústria Cultural, implanta a necessidade de consumo na pessoas. Seguindo essa linha de pensamento, é possível perceber que, na sociedade brasileira, o desejo de adquirir um automóvel, é inevitável. Sendo assim, a população fica alienada e compra carros geralmente sem necessidade, dificultando a mobilidade urbana.
É indubitável que a massiva presença de veículos automotivos é a maior causadora do caos no trânsito. Isso porque o número de pessoas transportadas por um carro é muito menor comparado àquele em transportes coletivos. Os membros de uma mesma família, por exemplo, muitas vezes utilizam carros diferentes para se locomover ao local de trabalho. Em contrapartida, a situação dos transportes públicos brasileiros é precária, uma vez que a falta de gestão estatal impede a manutenção adequada desses, tornando-os sucateados.
Outrossim, a falta de acessibilidade para os pedestres fere a Constituição Federal, que tem como uma de suas garantias fundamentais o direito de ir e vir aos cidadãos. À vista disso, os deficientes visuais sofrem com calçadas irregulares e ausência de semáforos sonoros em locais com grande fluxo de veículos.
Destarte, depreende-se que a mobilidade urbana não é efetiva no Brasil. Faz-se premente, portanto, a ação do Governo federal na disponibilização de verbas para conservação e compra de novos ônibus, visando o aperfeiçoamento do transporte público e a condução de um número maior de pessoas. Também, é essencial que as prefeituras de grandes centros urbanos analisem os locais em que há excessiva movimentação de veículos e introduza semáforos adequados aos cegos, visando à equidade entre os pedestres. Para mais, é importante que sejam implantados pedágios urbanos em locais estratégicos, com o intuito de diminuir o fluxo de automóveis. Assim, a população poderá movimentar-se com maior facilidade.