Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 17/10/2017
As produções cinematográficas como, por exemplo, Wall-e aponta meios de transportes futurísticos, como carros voadores, para solucionar o problema da mobilidade urbana. Porém, essa romantizada realidade está muito longe de ser alcançada e esse problema nos centros urbanos carece de discussões imediatas.
Em primeira análise, cabe destacar que o Brasil é rodoviarista. Isso tem origem no modelo de Vargas que buscou integrar economicamente todas as regiões e atrair indústrias automobilísticas baseadas no modelo fordista. Esse modelo de produção em massa fez com que o valor dos veículos fossem mais acessíveis à população, fazendo com que o recente proletariado industrial realiza-se o sonho do carro próprio. Sendo assim, o excesso de automóveis circulantes, em decorrência desse fator histórico, geram a imobilidade urbana.
Ademais, a falta de segurança nos transportes públicos aliada ao alto preço das passagens corroboram para a manutenção do caos nos centros urbanos. Os protestos de 2013 tentaram chamar a atenção das autoridades para a má gestão do setor. Porém, poucas mudanças aconteceram e lamentavelmente 4 anos depois do ainda se observa ônibus lotado e assédios sexuais, com direito a ejaculação, dentro dos transportes públicos. Desse modo, as pessoas que não utilizam o seu próprio veículo optam por utilizar os da rede privada, como o Uber.
Dessa forma, faz-se necessária uma ação integrada para solucionar esse cenário. O Ministério dos Transportes deve vistoriar frequentemente os transportes, fazendo com que todo valor arrecadado nas passagens seja revertido, buscando diminuir os casos de violência e superlotação. As empresas, restaurantes e afins devem ofertar descontos e bônus para os funcionários e clientes que pratiquem a carona solidária, visando diminuir os veículos circulantes. Somente assim, o país dará o primeiro passo para solucionar esse gigante engarrafamento construido.