Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 18/10/2017

A era de Jucelino Kubitshek como presidente, foi marcado por diversos acontecimentos como o “50 anos em 5”, construção de Brasília e o grande incentivo à integração nacional por meio de estradas, impulsionando o rodoviarismo no país. Com o passar do tempo o Brasil de fato adotou esse modelo, apresentando de forma considerável carros, motos, caminhões, entre outros meios. É notório de se perceber assim, que por conta desse crescimento de veículos, a nação, vem apresentando problemas, difíceis e complexos de se resolver.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que um desses desafios é a questão do transporte público brasileiro. Isso é exemplificado através de diversos fatores como a falta de conforto, passagem acima do preço e até a insegurança recorrente. Com isso, os usuários optam pelo transporte  particular, o que acaba causando intensa poluição atmosférica e diversos congestionamentos. Países como China e Japão investem diariamente seus recursos financeiros em metrôs e linhas, fazendo com que eles fiquem ainda mais rápidos e confortáveis. Porém, essas nações levam certa vantagem em relação ao Brasil, pois muitas de suas cidades são planejadas e contam com uma tecnologia de ponta para gerir esse tipo de meio locomotivo, já o nosso país, encontra grandes grandes dificuldades estruturais. Então, melhorar o planejamento e continuar investindo nos meios existentes, são caminhos a seguir.

Além desse problema, o capitalismo também atrapalha a mobilidade urbana. Pois, com os descontos na compra de veículos populares, e a presença cada vez mais recorrente de empresas particulares e táxis, fica difícil de se resistir. O fato é que com o mundo mais imediatista e tecnológico, as pessoas acabam optando por veículos mais rápidos e de fácil acesso. A empresa Úber por exemplo, trabalha através de seu aplicativo presente nos smartphones, na qual o indivíduo solicita o serviço e no mesmo instante já aparece o valor e o tempo em que a operação irá se concretizar. Isso tudo comprova o porque da aderência do consumidor, que acaba se auto prejudicando, pois compromete o seu ir e vir, e o ambiente atmosférico.

Fica claro, portanto, que nossa mobilidade é repleta de desafios, e é preciso melhorar. Para isso, é necessário que o Ministério do Transporte em parceria como as prefeituras das grandes cidades, apoie  com verbas projetos já existentes que tem por objetivo o aperfeiçoamento do transporte coletivo com a aquisição de ar condicionados, bancos mais confortáveis, monitoramento via satélite e filtros nos canos de descarga, evitando a perda excessiva de gás carbônico que polui a atmosfera. Isso despertaria na população um sentimento de confiança e conscientização em relação à locomoção coletiva, ajudando assim, a melhorar a mobilidade e o meio ambiente, fazendo o famoso “50 anos em 5” nesse meio.