Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 20/10/2017

No início do século XX, com o processo de industrialização no Brasil, iniciou-se um povoamento urbano desordenado e sem qualquer planejamento. Este fato contribui até hoje com a marginalização e falta de infra-estrutura de uma parte da população. Obrigadas a recuarem cada vez mais dos centros urbanos, são vítimas de invisibilidade e preocupação inercial da sociedade.

Com a mecanização do campo e os atrativos das cidades, trabalhadores e imigrantes aglomeraram-se nos centros urbanos, que foram sendo ocupados sem qualquer planejamento. Um exemplo disso são os cortiços do Rio de Janeiro os quais abrigavam trabalhadores das classes mais baixas e que em seguida sofreram o processo de gentrificação ,sendo obrigados a recuar, dando início à favelização. Nesses espaços, hoje, convivem com a falta de estrutura, saneamento básico e exclusão pela intensa especulação imobiliária.

Ademais, afastadas dos centros urbanos, tais pessoas marginalizadas, exercem cada vez menos seu direito à cidade. Vivendo em região periférica, são notadas principalmente em suas migrações pendulares diárias nas quais se locomovem com a finalidade de trabalho. Dessa forma a invisibilidade torna-se um problema já que por conta dela não se evidencia qualquer preocupação social em inserir de fato essas pessoas na cidade, com o mínimo de direitos exigidos pela constituição.

Torna-se evidente, portanto, que assim como afirma Newton com a lei da Física ,na qual um corpo tende a permanecer na inércia até que uma força seja aplica à ele,  é necessária a mobilização. O Estado em conjunto com as prefeituras devem investir em um programa de replanejamento urbano, reavendo imóveis públicos desocupados e inacabados, afim de assentar pessoas que hoje se encontram em situações de rua. Além disso as escolas por meio da disciplina de Sociologia, deve promover debates e visitas, trazendo à tona as diferentes realidades que existem na nossa sociedade. Assim poder-se-á formar uma geração mais consciente que priorize as questões humanitárias em vez de  econômicas.