Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/10/2017
No perpassar da história, a Segunda Revolução Industrial e o advento do petróleo, que antes tinha somente uso para o funcionamento de sistemas de iluminação, passou a ter uma nova utilidade com a invenção do motor a combustão. Paralelo a isso, as condições de deslocamento da população nas cidades tornaram-se cada vez mais complexas, devido ao crescente número de transportes em circulação. Na contemporaneidade, principalmente as grandes cidades brasileiras, vêm encontrando dificuldades em desenvolver meios para diminuir a quantidade de congestionamentos ao longo do dia, ocasionado pela macrocefalia urbana. Diante disso, é preciso analisar as problemáticas que tal fenômeno representa e procurar medidas que o minimize.
Em uma primeira analise, pode-se observar um aumento do uso de transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos. Devido à má qualidade e á superlotação dos transportes públicos, causados pela falta de investimentos na área automobilística, muitas pessoas estão escolhendo circular por meio de transportes individuais, ocasionando um estresse social, como os engarrafamentos. Prova disso é o número do crescimento de veículos nas cidades chegando a quase 140%, havendo cidades no país que apresentam uma média de menos de dois habitantes para cada carro presente, segundo o Observatório das Metrópoles.
É importante destacar, ainda, como esses aglomerados automobilísticos podem causar problemas sociais e ambientais. O excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas de saúde, naturais e climáticos em larga escala, a exemplo do aumento do problema das ilhas de calor, a irritação dos olhos e das mucosas e problemas respiratórios. Além disso, ficar várias horas sentadas com as pernas encolhidas pode causar vários problemas circulatórios, podendo até levar à trombose venosa profunda em algumas pessoas.
Sendo assim, é indispensável a ação conjunta entre população e poder público para alcançar uma melhor mobilidade urbana. Para isso, cabe ao Ministério de Transporte direcionar maiores investimentos para o setor automobilístico, visando à melhoria do transporte público, restringir o uso excessivo do automóvel ampliando o rodízio de veículos e integrar os diferentes sistemas, interligando ônibus, metrô, trens de superfície, ciclovias. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males dessa excessiva poluição causada pelos automóveis e os riscos de saúde que eles causam, além de incentivar o uso compartilhado de um automóvel por duas ou mais pessoas que fazem um trajeto comum.