Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/10/2017
Com a ascensão do capitalismo, principalmente após a implantação do sistema fordista, a popularidade do automóvel cresceu, mais deles começaram a ser produzidos e vendidos. Antes vistos como símbolo de riqueza e progresso, o grande número de veículos tem se tornado um problema. Neste sentido, precariedade dos transportes coletivos aliado ao uso excessivo do sistema rodoviário se configuram como os principais problemas e, juntos, ajudam no crescimento de um grande problema da sociedade moderna brasileira: a crise da mobilidade urbana.
Grandes protestos em 2013, provocados pela tentativa do governo de aumentar o preço da passagem do ônibus demonstram com clareza a insatisfação com o serviço, que muito consideram, além de caro, ruim em todos os sentidos: atrasos, falta de conforto e de segurança. Pela soma desses fatores, a maioria das pessoas que tem condições de andar com seu próprio automóvel optam por isso.Os transportes coletivos perdem espaço para os individuais, o que promove superlotação de ruas.
É importante ressaltar também o impulso ao desenvolvimento do sistema rodoviário nacional no governo de Juscelino Kubitschek, que promoveu construções de rodovias e incentivou a compra de carros. Apesar do crescimento dessa área, foi em detrimento do atraso no aprimoramento de outras modalidades de transportes, concentrando a população na malha rodoviária. A falta de diversidade nos transportes contribui significativamente para reduzir a mobilidade das cidades, pois todos usam as mesmas vias de locomoção, aumentando os congestionamentos.
Com base nos argumentos apresentados, é evidente que medidas de correção devem ser tomadas. O ministério do Transportes deveria, por meio de incentivos fiscais, investimentos e propagandas, promover e desenvolver a multimodalidade dos meios de transporte, ao mesmo tempo em que promove uma melhora nos transportes públicos coletivos, visando desconcentrar a população do sistema rodoviário e estimulando o uso dos veículos coletivos, e, consequentemente, diminuir os problemas da mobilidade urbana.