Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/10/2017
O mercado automobilístico foi protagonista de vendas durante a Revolução Industrial, a qual deu pontapé à produção em massa. Ainda hoje, esse ramo é uma crescente no Brasil, sendo que o apoio do Governo a esta área é bem maior que o investimento em mobilidade urbana, causando, assim, uma difícil locomoção nas ruas das grandes cidades.
De início, vale salientar que o planejamento urbano das ruas é atrasado, haja vista que o fluxo de carros no século XX (época a qual foram criadas as avenidas das grandes cidades) era demasiadamente menor do que atualmente, pois, naquela época, automóveis eram acessíveis apenas para a minoria rica do país. Por isso, foram necessárias, durante todo esse tempo, constantes manutenções do espaço, além de investimentos para aperfeiçoar essa área - o que não ocorreram adequadamente. Dessa forma, a população de grandes cidades sofre com um crescimento automobilístico desproporcional ao que esses locais suportam.
Ademais, é de conhecimento de todos que a qualidade do transporte público o coloca como sendo última opção para a maioria dos brasileiros. A maioria dos ônibus, por exemplo, são desconfortáveis e lotados. Em muitos casos, também, é notória a falta de insegurança desses transportes, como foi comprovada no recente ocorrido na cidade de São Paulo, no qual um homem ejaculou em uma passageira. Como consequência, a adesão aos transportes públicos é baixa, fazendo com que alguns brasileiros passem 45 dias de seu ano no trânsito.
À luz do exposto, urge a necessidade de melhorar a mobilidade urbana a fim de diminuir os problemas coletivos. Portanto, cabe ao Poder Executivo destinar mais verbas para a compra de novos ônibus, construção e otimização de avenidas e para o investimento em novos meios de transporte coletivo, fazendo com que, dessa forma, o uso de veículos público seja um meio viável. A mídia, por sua vez, deve conscientizar as pessoas através de campanhas online para a diminuição de inchaço das ruas, inserindo o cidadão como instrumento direto de mudança social.