Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/10/2017

Desde a revolução industrial, a mobilidade de pessoas e recursos, através dos trens de ferro, foi fundamental para todo o desenvolvimento tecnológico. Ainda hoje, o deslocamento urbano é essencial para todas as atividades das cidades, a grande questão é que a população e a quantidade de veículos estão muito maiores, entretanto a maioria das metrópoles não tem capacidade para tanto, levando aos problemas da mobilidade urbana.

Atualmente, a capital mineira conta com um carro para cada duas pessoas, aproximadamente, junto a isso, existe o fato de ser uma cidade histórica, projetada muito antes de a globalização chegar ao nível que está hoje, deste modo, o trânsito fica congestionado, gerando muita poluição sonora e ambiental. Essa situação vivenciada em BH, ocorre também em centenas de cidades do Brasil, e é um problema que vem ganhando repercussão.

Além disso, é impossível não tratar do transporte público neste assunto, pois, ele foi criado justamente para amenizar esses problemas de mobilidade urbana. Porém, o ônibus é pouco explorado pela população no Brasil, sendo algumas das justificativas principais: o preço, que está diretamente ligado aos impostos agregados à tarifa; a demora na espera pelos ônibus, que está relacionada à baixa oferta de horários e linhas de trasportes públicos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo os ideais de Adam Smith, que criou a lei de oferta e procura, se o governo oferecer mais ônibus do que as pessoas demandam, ele terá prejuízo; por isso, a população deve primeiro tomar a atitude de buscar e usar mais o ônibus, obviamente, com isso, as linhas atuais não serão suficientes, e aí entra o papel do Estado de aumentar o investimento na quantidade e na qualidade das linhas de ônibus. Além disso, por meio de parcerias público-privadas, o Estado deve procurar reduzir os impostos agregados na tarifa do transporte público, facilitando assim, seu uso cotidiano.