Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2017

Com a política desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek, a malha rodoviária e o estímulo ao transporte automobilístico mostram hoje o problema dessa proposta. Nesse sentido, é imprescindível analisar o papel do Estado e os desafios da conscientização ambiental que ratificam o impasse da mobilidade urbana brasileira.

Antes de tudo, é necessário apontar para a falta de administração pública, onde, em meio às ruas lotadas, os órgãos públicos responsáveis não agem buscando atenuar o problema. Nesse contexto, a obtenção do carro próprio é visto como um fuga à péssima qualidade do transporte público e, aliado aos incentivos à compra de veículo individual, corroboram para o inchaço do trânsito principalmente nas grandes cidades.

Ademais, os prejuízos ao meio ambiente devido ao constante aumento da emissão de dióxido de carbono, gás atuante no aquecimento global, destaca outra grave complicação. Devido ao aumento do poder aquisitivo dos brasileiros, muitos não se importam com a questão sustentável e, por causa da mentalidade dominante do sonho do carro próprio, o número de veículos aumentam em detrimento do meio ambiente. Prova disso é que praticamente 90% da poluição citadina de São Paulo provém dos automóveis, segundo dados do Governo Estadual paulista.

Mediante os fatos elencados, fica claro a relação do Governo Federal e da mentalidade do corpo social que consolida o impasse da mobilidade urbana. Nesse sentido, cabe ao Estado, em consonância com a mídia, criar campanhas publicitárias que visem estimular o uso variado de transportes e construir vias seguras para ciclistas, dessa maneira incentivando o locomoção de baixo impacto ambiental. Outrossim, deve ainda melhorar as condições do transporte público, através da diminuição do preço das passagens, oferecendo mais conforto e segurança aos passageiros. Só assim será possível superar os obstáculos que foram criados pelas políticas dos governos de 1960.