Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 23/10/2017
Durante a fase da revolução industrial, o movimento realista transmitia, através das suas obras literárias, um mundo marcado por divisões sociais, desejo exacerbado de modernização e fronteira sociais, muita das vezes, remetiam ao jogo realista de “aparência versus essência”. Nos dias atuais, todos esses desejos foram unidos, e extraídos na compra de objetos, por exemplo automóveis, Nesse sentido, surge a problemática da mobilidade urbana fruto principalmente de reflexos históricos, mas também, de uma ineficiente qualidade no transporte público.
Desde a formação do Estado democrático brasileiro, com a introdução da república, prevaleceu o desejo industrial, todavia, foi no governo de Juscelino Kubitschek com o projeto “50 anos em 5” que houve um aumento na indústria automotiva. No século XXI, apesar da expansão de ciclovias, coletivos o grande número de automóveis é crescente, gerando problemas como engarrafamentos, que reflete em todo sociedade, principalmente, economicamente, haja vista que, quando a pessoa fica parada uma hora no transito, o consumo não é gerado, o salário, também, é descontado do funcionário pela hora não trabalhada. Dessa maneira, percebe-se a manutenção desse enraizamento histórico.
Outrossim, a baixa qualidade nos transportes públicos impede a resolução do conflito. Segundo o conceito de adorno e Horkheimer, a indústria cultural é voltada para o consumismo, sem muita preocupação social. Tal proposição, é assimilada na realidade brasileira, isso porque, a precariedade nos transportes públicos, pode ser, encaixado nessa lógica, uma vez que pessoas enfrentam diariamente superlotações, preço alto da passagem, sem ar-condicionado nos ônibus,empresas que só esperam o lucro. Assim, de forma, implícita a população vem aderindo ao veículo particular,como forma, de se desvencilhar dessa situação.
Em vista de toda problemática permeada pela mobilidade urbana fazem-se necessárias medidas para mitigar essa situação. Cabe ao Governo, através do ministério da educação, desconstruir o consumismo deixado pelo legado histórico e reconstruir posturas mais conscientes seja por meio palestras, seja por campanhas em companhias televisivas. Urge, que a iniciativa privada reestruture o sistema de coletivos, por meio da introdução de ar condicionados, redes de wifi estimulando os motoristas a deixarem seus carros, amenizando o problema da mobilidade e a conceito da indústria cultural fique só na teoria.