Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2017

A mobilidade urbana nas cidades brasileiras apresenta questões que implicam não só nas condições dos  transportes públicos como também na organização social dos espaços considerando o direito de ir e vir das pessoas estabelecidos na Constituição Federal de 1988.

No que diz respeito a insuficiência de ônibus  verifica-se transtornos para a população como a superlotação e a longa espera nos pontos deixando os passageiros  expostos a violência. Desse modo, como a população não dispõe de uma prestação de serviço que atenda a demanda dos usuários  o aumento nas tarifas de passagem sempre causam protestos, tal insatisfação, foi evidenciada nas manifestações de 2013 contra o aumento de 20 centavos em São Paulo.

À medida que aumenta o uso de transportes individuais motivados por pouco investimento em transportes públicos nota-se que o congestionamento do trânsito também ocorre e torna mais difícil a locomoção de  motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres. Assim sendo, esse é um problema recorrente nas grandes cidades uma vez que ocorre complicações no tráfego que demonstram também a falta de infraestrutura em decorrência do grande número de  veículos.

Outro fator que desafia a mobilidade urbana no Brasil  é a falta de acessibilidade para as pessoas com deficiência que encontram dificuldades para se locomover devido  a falta de recursos que auxiliam a mobilidade da pessoa com deficiência e promove a segregação desses cidadãos que possuem os mesmos direitos de circular pelas ruas  que os demais. Além disso, a ausência de acessibilidade é prejudicial para mulheres gestantes e idosos que também se deparam com empecilhos que impedem a liberdade de locomoção.

Portanto, entende-se que é necessário que providências sejam tomadas para solucionar os problemas de mobilidade urbana. Dessa maneira, cabe ao ministério das cidades implantar programas de acessibilidade que viabilize a criação de rampas de acesso, sinalizadores de obstáculos, investimentos em transportes coletivos e a construção de ciclovias em parceria com as prefeituras que por sua vez deverão orientar através de palestras e cartilhas  nos diversos meios de comunicação e fiscalizar o cumprimento das medidas adotadas. Dessa forma, será possível garantir que todos possam exercer o direito de se locomover nas cidades brasileiras.