Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 23/10/2017
Em meados do século XVIII, a Segunda Revolução Industrial proporcionou o surgimento das proporcionou o surgimento dos veículos motorizados e, consequentemente, permitiu uma maior mobilidade urbana. Entretanto, a política de urbanização e transporte brasileira não acompanhou a crescente do setor automobilístico, em virtude disso, o direito de ir e vir foi prejudicado. Dessa forma, torna-se indispensável entender as causas dessa problemática para possíveis soluções.
Em primeiro lugar, o crescimento e industrialização das cidades brasileiras foi um processo que ocorreu rapidamente e com base em um plano governamental de urbanização antigo e ineficiente. Por conseqüência, isso possibilitou o surgimento de regiões metropolitanas que sofrem com os constantes engarrafamentos, buracos, má sinalização e estradas de baixa qualidade. Desse modo, percebe-se a importância de um maior planejamento em relação à urbanização e estrutura do país.
Ademais, o precário sistema de transporte público e aumento de poder aquisitivo promove a utilização de meios de transportes próprios, uma vez que a população se torna insatisfeita com o mesmo. Em razão disso, há cada vez mais o desuso dos ônibus, metrôs e trens o que colabora com o aumento do número de veículos em circulação e, por conseguinte, o aumento de trânsito nas cidades brasileiras. Sendo assim, a falta de investimentos públicos em transportes coletivos é um fator que piora a situação.
Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para atenuar o caos na mobilidade urbana. Para tanto, cabe ao Governo Federal destinar mais verbas para a manutenção das estradas e estruturas dos centros urbanos, assim como, implantar ciclovias nas cidades para poder garantir uma maior acessibilidade à população. Outrossim, o Ministério dos Transportes deve adquirir novas frotas e melhorar a infraestrutura do transporte público já existente, para assim reestimular as pessoas a usarem os coletivos.