Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2017

No governo de Juscelino Kubischek, na década de 1950, houve uma forte política de incentivo à indústria automobilística, o que tem reflexos até nos dias de hoje. Ter um carro deixou de ser necessidade e passou a ser status social. Até mesmo nos tempos atuais há incentivos promovidos pelo Governo Federal, como a redução do IPI.

Logo, as verbas que deveriam ser destinadas aos transportes públicos não são entregues onde deveriam.

Também é notório o descaso com pedestres e ciclistas visto que não há acesso para os mesmos na maioria dos lugares.

É relevante lembrar também, que devido ao êxodo rural, boa parte da população ruralística deixou o campo para viver em centros urbanos sem nenhum planejamento urbanístico das cidades.

Portanto, seria viável a tomada de medidas com aplicação de verbas públicas nos transportes públicos para que os mesmos tenham tarifas mais baixas, mais lugares e mais linhas, bem como a aplicação dessas verbas na construção de ciclovias e passarelas para que todo cidadão seja incluído na mobilidade urbana. Também é cabível o planejamento de crescimento das cidades. Porém, nenhuma das opções de mobilidade urbana terá êxito se a prioridade ao transporte individual não for drasticamente revertida.