Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 24/10/2017

No Brasil, a partir de 1950, houve uma alteração na mobilidade pública e privada com o advento de veículos movidos à combustíveis fósseis. Na década seguinte, como parte do “Plano de Metas”, instituído pelo então presidente, Juscelino Kubitschek, nota-se a valorização do modal rodoviário integrando o país. Contudo, apesar do incentivo governamental para compra de automóveis, a crescente crise da mobilidade urbana é uma das faces mais perversas da sociedade de ordem e progresso.

A princípio, é importante destacar, que a Constituição Federal Brasileira assegura aos cidadãos o direito de ir e vir. Sob esse viés, a mobilidade urbana não se limita apenas ao deslocamento, mas também ao suporte de urgências relacionadas à infraestrutura, busca de bens e serviços de qualidade, que são comprometidos por um trânsito caótico. Não obstante, a falta de segurança é estarrecedora, uma vez que as mortes no trânsito no Brasil equivalem, anualmente, à seis Guerras do Iraque. Torna-se claro, nesse sentido, a necessidade de eficiência, segurança e conforto no trânsito.

Ademais, o progressivo número de veículos encontrados em metrópoles, somado à falta de planejamento urbano, origina estradas superlotadas. Nesse aspecto, a primazia do transporte público sobre os demais reduz  o congestionamento. Outra alternativa é a utilização de bicicleta, que além de ocupar menos espaço e não poluir o meio ambiente, propicia à seus usuários a prática de atividades físicas. Um exemplo de cidade amiga das bicicletas é Amsterdam, na Holanda, onde esse modal se integra ao transporte público.

Em virtude das premissas supracitadas, urge, que essa celeuma urbana seja solucionada. Assim, cabe ao governo restaurar e adaptar os meios e as vias locomotivas através da integração entre os diferentes modais. Além disso, assegurar ao transporte público de massa eficiência e sustentabilidade por meio da criação e incentivo ao uso de ciclovias. À sociedade, convém a busca pelos seus direitos, reivindicando taxas justas e conforto. Só assim, o direito constitucional de ir e vir estará assegurado à todos os brasileiros nos centros urbanos.